22 oct. 2020
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Incendios en el humedal más grande del mundo: el humo llega a cinco países de Suramérica



Incendios en Brasil: arde el humedal más grande del mundo y una gigantesca nube de humo ya afecta a 5 países



Los incendios en Brasil están arrasando el Pantanal, que enfrenta una catástrofe sin parangones, con daños irreparables para la diversidad del mayor humedal tropical del planeta. Unas 2.300.000 de hectáreas ya se han quemado, es una superficie equivalente a la mitad de Suiza.

El humo de los fuertes incendios registrados en las zonas de la Amazonía y el Pantanal se ha extendido más de 4.000 kilómetros hacia el sur y ha provocado que una gran nube gris llegue a países vecinos como Perú, Bolivia, Paraguay, Argentina y Uruguay.

Los focos y puntos calientes en la Amazonía aumentaron un 34 por ciento en el mes de septiembre respecto a las cifras constatadas el mismo mes del año anterior. En el Pantanal el aumento es de más del doble respecto a los datos recabados en 2019.

El Instituto Nacional de Investigaciones Espaciales (INPE) ha indicado que este mes se han detectado por el momento 26.656 puntos calientes en la selva amazónica. En 2019 esta cifra era de 19.925.

El bioma presenta muchos más focos de incendio que el promedio histórico total para el mes de septiembre. Esto, junto a la acción del viento, ha llevado a un fuerte y rápido desplazamiento del humo hacia el sur del país.

Según la ONG alemana Sociedad por los Pueblos Amenazados, la destrucción de la selva amazónica continúa sin control a pesar de la prohibición de quemas, el envío de soldados y la pandemia del coronavirus.

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El Pantanal vive la mayor sequía de sus últimos 47 años, explica Alice Thuault, directora adjunta del Instituto Centro de Vida, que monitoriza la dimensión del incendio en Pantanal

“Los ríos del Pantanal llevan un caudal muy bajo, en especial el Río Paraguay”, dice. “La situación es especialmente dramática en el Parque de las aguas, dentro del Pantanal que ya ha perdido el 85% de su territorio, era el lugar de mayor concentración del mundo de jaguares y hábitat natural del raro guacamayo jacinto o guacamayo azul”, añade.

Para la directora adjunta del Instituto Centro de Vida, son muy raros los incendios espontáneos, la mayoría de ellos se originan en terrenos privados, con el objetivo de limpiarlos y acaban extendiéndose a zonas protegidas

“Habría que felicitar a Brasil”

“Habría que felicitar a Brasil por la forma en que protege su medio ambiente”, dijo el pasado jueves el presidente de la República Jair Bolsonaro en un evento de apoyo al sector agrícola y ganadero de la región.

El Gobierno del presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, prohibió las quemas en el Amazonas durante 120 días a mediados de julio y envió a soldados para mantener el orden en la zona, si bien los ecologistas aseguran que el propio mandatario no se está tomando en serio esta cuestión.

El viernes, Bolsonaro acusó a los gobiernos críticos con su gestión ambiental de querer debilitar el poderoso sector del agronegocio brasileño, en medio de la oleada de incendios que dificultó su aterrizaje en una zona productora rural debido a la poca visibilidad.

“Vemos algunos focos de incendio en Brasil. Eso ocurre desde hace años y hemos sufrido muchas críticas, porque obviamente, cuanto más nos ataquen, más les interesa a nuestros competidores lo mejor que tenemos, que es nuestro agronegocio”, sostuvo Bolsonaro tras aterrizar en Sinop (centro-oeste), en la principal zonal de producción de granos del país.

Las políticas ambientales del Bolsonaro son consideradas laxas y benéficas para el agronegocio, algo por lo que esta semana comenzaron a presionar países europeos, centenares de organizaciones ecologistas y hasta empresas brasileñas.

El más reciente pronunciamiento fue el de Gobierno de Francia que este viernes reiteró su rechazo a la ratificación del acuerdo comercial entre la Unión Europea (UE) y Mercosur (Brasil, Argentina, Uruguay y Paraguay) por motivos medioambientales.

Esperando la lluvia

A pesar del trabajo de bomberos y protectores de animales por atenuar la catástrofe, solo una lluvia abundante sería capaz de frenar el incendio, por sus grandes proporciones.

Declarado Reserva de la Biósfera por la Unesco y santuario de una riquísima fauna, el Pantanal, actualmente presa de las llamas, es el mayor humedal de agua dulce del planeta, a caballo entre Brasil, Bolivia y Paraguay.

Su superficie es objeto de controversias. Según la revista Ciencia Pantanal de 2019, publicada por WWF, las cifras, “dependiendo de la fuente, oscilan entre 180.000 y 340.000 km2”.

La periodista y fotógrafa Bruna Obadowski define la situación en el Pantanal como aterradora.

“Es un escenario apocalíptico. Cuando te acercás (al bioma), el humo adquiere una proporción inexplicable. El olor a quemado es muy fuerte. Es algo frustrante”, dijo a BBC News Brasil.

“Es desgarrador ver morir al Pantanal de esa manera”, lamentó otro fotógrafo, Ahmad Jarrah.

Clarín

Pantanal: documento pede basta à destruição e punição dos responsáveis

Por Cida de Oliveira, da RBA

Em carta, 39 entidades ambientalistas, jurídicas e de defesa dos direitos, além de 232 pessoas físicas, como professores, advogados, procuradores, juízes, cientistas e parlamentares, pedem “um enérgico basta” ao quadro de destruição do país, simbolizada pela destruição do Pantanal. “Não estamos diante de políticas públicas alternativas. Não estamos diante de projeto algum. O que estamos vendo é incompetência, ignorância, intolerância de um governo aos contornos da lei. É preciso, urgentemente, afastar de seus cargos os responsáveis pela destruição do território nacional e responsabilizá-los civil, penal, política e administrativamente, evidentemente dentro dos cânones do devido processo legal, garantia constitucional que vem sendo tão covardemente ultrajada nos últimos tempos”, diz trecho do documento divulgado neste domingo (20).

Os signatários apontam a complacência de parte do Congresso Nacional com o agronegócio. “Por omissão, os atuais ocupantes dos postos de chefia do Poder Executivo estão arrasando este patrimônio nacional. Contam com o beneplácito de parte do Congresso Nacional que, afável ao setor econômico de base agrária, só está interessada na expansão de território (inclusive com grilagem) para o plantio de soja e para pecuária extensiva”.

Destruição

O documento aponta ainda para uma apatia do Judiciário, que, “quando instado, responde com uma lentidão exasperante, parecendo não vislumbrar uma tragédia de proporções planetárias que não será evitada com simples palavras amigas ao meio ambiente em acórdãos ineficazes”. E que a história cobrará do Poder Judiciário e de todas as funções essenciais à Justiça por todo o silêncio conivente para com este processo de lesa-pátria que estamos, estarrecidos, acompanhando nos últimos meses.

Leia a íntegra da carta

Carta em Defesa do Pantanal Matogrossense

Estamos em meio a uma guerra conflagrada. O Pantanal Matogrossense, bioma protegido constitucionalmente, está gravemente ferido, se não irremediavelmente destruído por chamas criminosas e omissão governamental. As instituições contemplam passivamente a situação. Alguns jornais dão amplo destaque ao assunto, constituindo exceção à regra; outros colocam notas laterais a respeito do assunto, quando muito tratando do tema como notícia-mercadoria que só interessa na medida em que fomenta o aumento de publicidade.

A voz do Ministério Público é praticamente inaudível diante do ruído generalizado da pandemia. A Advocacia Pública é acuada em sua missão quando os chefes das pessoas jurídicas de direito público interno buscam obrigá-la a atender servilmente aos seus desmandos. E o Poder Judiciário, quando instado, responde com uma lentidão exasperante, parecendo não vislumbrar uma tragédia de proporções planetárias que não será evitada com simples palavras amigas ao meio ambiente em acórdãos ineficazes. Guerra conflagrada em todos os sentidos do verbo: pelo fogo, pela pusilanimidade, por dolo. Em meio a uma hipócrita afirmação de compromisso com a sustentabilidade, silencia o agronegócio, que fomentou a destruição do regime democrático construído em 1988.

Silêncio

Todos silenciam. Apenas aqui e ali, em redes sociais minúsculas, um ou outro colega posta um link para compartilhar seu desconforto. O art. 225 da CF dispõe em seu § 4º: A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. Por omissão, os atuais ocupantes dos postos de chefia do Poder Executivo estão arrasando este patrimônio nacional.

Contam com o beneplácito de parte do Congresso Nacional que, afável ao setor econômico de base agrária, só está interessada na expansão de território (inclusive com grilagem) para o plantio de soja e para pecuária extensiva. Aos olhos de todos, a boiada está passando, exatamente da forma que o Sr. Ricardo Salles conclamou no imoral e antipatriótico pronunciamento levado a público há poucos meses, em reunião ministerial. Neste momento, a quase totalidade de um ecossistema único – em sua relevância ecológica, em sua beleza estética, em seu potencial econômico, em sua história e cultura que fizeram parte da formação do conceito de nação brasileira – está sendo transformada em cinzas.

Intolerância

Constitui um imperativo a todos aqueles que se submetem ao comando da Constituição da República Federativa do Brasil que se dê um enérgico basta a este quadro de destruição do país. Não estamos diante de políticas públicas alternativas. Não estamos diante de projeto algum. O que estamos vendo é incompetência, ignorância, intolerância de um governo aos contornos da lei.

É preciso, urgentemente, afastar de seus cargos os responsáveis pela destruição do território nacional e responsabilizá-los civil, penal, política e administrativamente, evidentemente dentro dos cânones do devido processo legal, garantia constitucional que vem sendo tão covardemente ultrajada nos últimos tempos. A história cobrará do Poder Judiciário e de todas as funções essenciais à Justiça por todo o silêncio conivente para com este processo d e lesa-pátria que estamos, estarrecidos, acompanhando nos últimos meses.

Brasil, 20 de setembro de 2020

Instituto Brasileiro de Advocacia Pública – IBAP • Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil – APRODAB • Comissão do Meio Ambiente da OAB SP • Associação Brasileira de Juristas pela Democracia – ABJD • Associação dos Fotógrafos de Natureza – AFNATURA • Associação Juízes para a Democracia – AJD • Centro de Pesquisa e Extensão em Direito Socioambiental (CEPEDIS-PUCPR) • COATI-Centro de Orientação Ambiental Terra Integrada-Jundiaí Coletivo de Entidades Ambientalistas do Estado de São Paulo • Coletivo transforma MP • Grupo de Pesquisa Direto Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco- GPDA – UFSC • Grupo de Pesquisa Historicidade do Estado, Direito e Direitos Humanos UFBA • Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental – PROAM • Laboratório de Inovação e Sustentabilidade – LABIS da Unifesp/EPPEN • Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais • Observatório de Conservação Costeira do Paraná • Observatório de Justiça e Conservação • Rede Nacional Pró Unidades de Conservação – Rede Pró UC • Sindicato dos Procuradores do Estado, das Autarquias, das Fundações e das Universidades Públicas do Estado de São Paulo – SINDIPROESP • Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental -SPVS • APEDEMA – Assembléia Permanente de Entidades Ambientalistas em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul • Associação Ibióca – SP • Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural – AIPAN – RS • Campanha Billings Eu Te Quero Viva! – SP • FBCN – Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza – RJ • Grupo Ambientalista da Bahia – GAMBÁ (Salvador/BA) • IDA – Instituto para o Desenvolvimento Ambiental – DF • Instituto BiomaBrasil – IBB • Instituto Guaicuy – SOS Rio das Velhas – MG • Instituto MIRA-SERRA – RS • Mountarat Associação de Proteção Ambiental – SP • Movimento Defenda São Paulo – SP • Movimento Roessler para Defesa Ambiental – RS • OAT – Organização Ambiental Teyquê-Pê – SP Rede das Organizações Não Governamentais da Mata Atlântica – RMA • Sociedade para a Defesa do Meio Ambiente de Piracicaba – SODEMAP – SP • SOS Manancial – SP • SOS Manancial do Rio Cotia – SP.

Rede Brasil Atual

Carlos Bolsonaro diz que ONGs são ‘vagabundas’ e fazem ‘movimento orquestrado’ contra seu pai

Carlos Bolsonaro está com medo de que durante o discurso de seu pai na abertura da 75ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), às 10 horas da manhã desta terça-feira seja acompanhado por panelaços organizados por Organizações ambientalistas.

“Este tipo de MOVIMENTO ORQUESTRADO jamais será investigado e nem será motivo de inquérito, óbvio! O LÍDER ELEITO DA NAÇÃO é alvo!”, escreveu o filho do presidente.

A conduta desleixada de Jair Bolsonaro na área ambiental é alvo de críticas generalizadas, não só e ONGs ambientalistas. Empresários, membros do Legislativo, do Judiciário, investidores internacionais e governos de todo o mundo, além da opinião pública, criticam severamente o índices alarmantes e recordes de incêndios e desmate que destroem a Amazônia e o Pantanal, comenta O Estado de S.Paulo.

Carlos Bolsonaro também disparou atacou as investigações da Polícia Federal, que apura financiamento e realização de atos antidemocráticos. “Atos antidemocráticos são meus ovos na goela de quem inventou isso! Milhares vão às ruas espontaneamente e devido a meia dúzia esculhambam toda a democracia. Tentam qualificar a vontade popular como algo temerário”, escreveu nas redes sociais.

Brasil 247

22 sept. 2020, by: FM 98.3

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